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Alexandre Cherman

De volta ao trabalho!

Terminei meu último texto deste Blog, datado de 20 de dezembro, prometendo meu retorno para fevereiro. Menti. Não de forma planejada, mas menti mesmo assim. Eis-me aqui de volta somente em março, numa estranha homenagem involuntária ao calendário de Rômulo…

Para quem não lembra de Rômulo, sugiro uma visita ao texto “Calendário Romulano“. Enfatizo aqui apenas seu final:

Quando acabava o último mês [do calendário criado por Rômulo, ele (o calendário)] possuía um período que simplesmente não era contado: o Inverno. Durava cerca de 60 dias e somente ao seu fim um novo ano começava, novamente em Martius! Muito estranho para nós: o ano acabava e o ano novo não começava!

E cá estou, de volta em março, com o compromisso de invadir-lhes o sábado falando sobre o tempo e suas marcações, mas não somente sobre isso.

Retomando onde paramos, chegávamos a Júlio César e sua ascensão ao poder. O calendário romano estava completamente fora de sintonia com as estações do ano, culpa das idas e vindas de diversos governantes, do uso e do abuso dos recursos de criação de meses extras para tentar acompanhar os ciclos sazonais (recursos estes genericamente conhecidos como “intercalação”, que pressupõem a criação de dias ou meses extras de tempos em tempos).

Pois uma das muitas coisas que Júlio César se dispôs a fazer foi colocar ordem na medição do tempo; consertar o calendário. Usa-se o termo “reforma”, e não “conserto”. De um jeito ou de outro, eu sempre faço alusão a um descarrilamento de trem. O calendário equivocado é o trem tombado; há duas ações necessárias quando se decide abordar o problema: (1) colocar o trem de volta nos trilhos; (2) entender o que causou o acidente e reformar o trilho para que o trem não descarrile novamente.

O que Júlio César fez? Falaremos na próxima semana. Mas não será surpresa para ninguém saber que ele bebeu na fonte egípcia para resolver o problema… ■

 

O Natal e o Solstício
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