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Almanaque

Alexandre Cherman

Enquanto o novo ano não vem…

Li em algum lugar (Facebook, muito provavelmente) uma frase de efeito que gostei muito: o que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo, mas sim o que você come entre o Ano Novo e o Natal.

E antes que alguém se assuste, não, esse texto não falará sobre alimentação saudável. Quem me conhece sabe que eu entendo muito pouco disso…

O que me chamou a atenção na frase é o reconhecimento implícito de um interstício, um período “mágico” e “de suspensão da normalidade” que costumamos chamar genericamente de “festas de final de ano” e que, no calendário, reconhecemos começar na véspera de Natal e terminar no dia dois de janeiro.

Pois cá estou eu, usando e abusando desta “suspensão da normalidade” para me acostumar a este espaço novo, o Blog da Sociedade Planetária, “sentir as águas”, testar formatos e, quem sabe, atingir meus primeiros leitores…

"Circuncisão de Isaque". Museu de Israel.
“Circuncisão de Isaque”. Museu de Israel.

E, não custa lembrar, esta semana entre o Natal e o Ano Novo não foi planejada ao acaso. Os povos antigos celebravam a chegada do novo ano no Equinócio da Primavera (que, no Hemisfério Norte, acontece em março). Astronomicamente falando, é uma data bastante relevante. Mas o calendário litúrgico abraçou a ideia do que chamamos de “estilo (ou regra) da circuncisão”. Com o nascimento de Cristo oficialmente celebrado no dia 25 de dezembro, o oitavo dia de seu nascimento é o dia primeiro de janeiro. E é justamente no oitavo dia que se celebra o brit milá, a circuncisão ritual que representa a aliança entre Deus e o povo de Israel.

Quem diria: o ano começa em primeiro de janeiro porque, segundo as tradições religiosas, foi neste dia que Cristo foi circuncidado! ■

 

Começos e recomeços
Poesia numa hora dessas?